Entradas do Abril 2006

Corataram a grama do pátio da escola.
O cheiro da grama recém-cortada é muito agradável.
Eric Feddal (descendente direto de Asterix, o Gaulês) sugere darmos uma cambalhota no gramado aparado.
Pensei “por que nao?” e concordei. Demos a cambalhota.
A foto registra o final do nosso cambalhotar.
As pessoas nos olhavam boquiabertas, como se fôssemos moleques audazes, rebeldes.
Por causa de uma cambalhota.
Não acreditavam que seríamos capazes de tal façanha.
O funcionário da escola nos repreendeu, dizendo que era proibido cambalhotar naquelas gramas.
Onde já se viu desafiar assim o status quo?
Vivemos num planeta onde dar uma cambalhota é atuitude inusitada, socialmente reprovável.
Que nem palitar os dentes.
Pois digo: no mundo encantado de JC as pessoas são livres para dar cambalhotas sempre que der vontade.
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A de hoje é homenagem ao Rogério Santos.
RS – “João, nessa fase de homenagens do seu fotolog bem que você podia fazer uma homenagem para mim”.
JC – “Com todo prazer, só que nao tenho fotos com você, quando você veio para cá nao tiramos muitas”
RS – “Nao tem problema, te mando”
2 segundos depois recebo a imagem acima.
Bom, eu nem sabia que estava numa fase de homenagens no fotolog. O Rogério deve ter sentido fliksk do Santos, do Marcelinho e do misterioso homem da capa preta. A foto de hoje mostra JC e Rogério em frente aos estúdios de Abbey Road, templo máximo do rock britânico. Infelizmente o cabeção do Rogerio esconde o vistoso letreiro.
Rogério Santos em uma palavra?… Peculiar. O Rogério e peculiar.
Do Rogério pode-se esperar piadinhas como “Quem e seu cuca?” e discussões sobre Nietzche na mesma noite. Seja no Kilkenny, no roteiro gastronômico, nos happy-hours no Guanabara, no Bar do Bolinho, no karaokê Light 97, nas noites de poker, nunca se sabe o que esperar de Rogério Santos. Exceto que se dará gargalahdas.
O Rogério vive num universo bizarro onde as coisas mais inacreditáveis acontecem. Se ele fosse mentiroso, seria o mentiroso mais criativo da historia dos mentirosos. Mas o pior e que é tudo verdade.
Para fechar a homenagem, conto uma passagem que resume o espírito de Rogerio Santos.
Buenos Aires News, Novembro de 2000. Aniversário da namorada do Michael, que tínhamos acabado de conhecer. Veio o bolo e eu puxei os parabéns. No final da cantiga pergunto a Rogério o nome da menina. “Cecília”, diz. Eu comeco a berrar “Cecília, Cecília, Cecília” e todos me olham perplexos. O nome da menina era Luciana. Confronto Rogerio. JC “Porque me disse o nome errado?” RS “Nao sabia o nome dela” JC “Entao porque inventou um nome?” RS “Nunca deixo uma pergunta sem resposta”.
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Quantos estranhos a gente imortaliza nas nossas fotos?
Estamos ali, selecionamos a paisagem, posicionamos a camera, caprichamos na pose, e – CLICK! – algum mane andando aparece no meio da foto. Este cara aparecendo ai ainda teve a audacia de ficar olhando para a cena. Ta olhando o que?
Mas eu confesso que adoro fazer isso tambem. Sempre que vejo alguem tirando uma foto perto de mim, e eu percebo que vou acabar saindo em algum lugar no pano de fundo, eu sorrio e aceno. Quero fazer parte da foto, dar algo para seus protagonistas comentarem. “Que maluco e esse ai atras?”. Os mal-humorados darao a foto por inutil e a jogarao fora. Os espirituosos irao sorrir como eu e imaginar que um cara, para fazer isso, deve ser uma pessoa muito interessante. (Como de fato sou…)
Enfim, gosto de imaginar que apareco num porta-retrato na sala de estar de uma familia da Letonia ou da Indonesia que visitou Londres nas ferias. E as pessoas perguntando “Quem e esse?”. Quem sabe eu ate ja tenha sido topico de discussao dessas familias num jantar.
Da mesma forma que o misterioso homem da capa preta esta sendo homenageado hoje neste humilde fotolog.
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